
“A renda no campo é fundamental para a tranqüilidade do produtor”
Com a experiência de quem já ocupou o cargo de vice-presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e a presidência de importantes entidades ligadas à atividade pecuária, como a Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) e a Federação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC) e a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Raça (Febrac), o agropecuarista e advogado José Roberto Pires Weber assumiu no dia 26 de julho de 2010 a missão de dirigir, pela quinta vez, um dos mais atuantes sindicatos rurais do Estado.
Como é voltar ao cargo novamente para o quinto mandato, quais os principais desafios de uma nova gestão?
Quando terminou meu quarto mandato na presidência do Sindicato Rural, sequer imaginei retornar ao cargo, na medida em que passei a participar de outras entidades do setor, a nível nacional. Fui presidente da Febrac por um mandato (dois anos) e da Associação Nacional de Criadores por dois mandatos (seis anos), além de estar exercendo uma vice-presidência da Associação Brasileira de Angus. No entanto, convidado pelos produtores de Dom Pedrito e face ao carinho que tenho pela entidade, aceitei assumir mais uma vez sua presidência. Os principais desafios que enfrentarei serão de renovar as lideranças rurais do município, colaborar na manutenção da qualidade dos nossos rebanhos e da nossa lavoura de arroz e modernizar a gestão e atuação do Sindicato Rural, além de manter tudo o que juá foi feito pela nossa entidade.
Um tema sempre presente em seus discursos é a preocupação com o aumento da renda do produtor rural. Em sua opinião, que políticas devem ser implementadas tanto pelo governo estadual como federal para que isto seja realmente possível?
Sem dúvida que a renda no campo é fundamental para a tranqüilidade do produtor, de forma que ele possa aumentar sua produtividade e qualificar seu produto. È fundamental também que os compromissos possam ser quitados e não tenhamos que anualmente reivindicar renegociação das dívidas. Aliás, esta circunstância decorre da falta de renda do setor, pois como iremos honrar nossos compromissos se não tivermos renda? Neste sentido, sem dúvida que a atuação governamental é básica. No âmbito estadual e federal, com a diminuição dos tributos que incidem sobre os alimentos e insumos. No governo federal, por meio de uma política agrícola e pecuária estável, que permita o planejamento da produção e do produtor. Também pela criação de um seguro agrícola em relação à instabilidade climática e através da fixação de mecanismos de sustentação de preço, talvez algum tipo de garantia, que possibilite ao produtor vender sua safra por preço superior ao custo de produção. |